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Tokyo, Suginami-ku, Shoan 2-8-20
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Celular : 090-6168-1867


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Friday, April 30, 2004

Feriado musical


Ontem foi feriado aqui. Dia do Verde ou alguma coisa assim. Como eu estava com um pouco de ressaca por causa do HUB ontem, acabei soh indo ao parque aqui de Koganei mesmo. Alem de ele ser bem grande e bonito, algumas vezes rola um bazar. E ontem era dia...
Fui olhando as coisas como quem nao quer nada de repente avistei o bicho... VIOLAO ! Eu parecia um sujeito que avistou um Oasis apos 1 mes perdido no Saara. Em menos de 5 minutos fechei o negocio e, diga-se de passagem, foi um negocio da China em pleno Japao.
Comprei o violao mais velho, imundo e capenga de todos. E que tinha a melhor acustica em comparacao com os outros 4. E o melhor : pagei miseros 1000 ienes (R$ 27) na tranqueira e ainda levei uma "capa". Depois do extraordinario escambo sentei debaixo da primeira sombra nao ocupada e comecei a tocar. Fiquei la mais ou menos uma hora quando percebi que um casal sentado proximo a minha arvore estava prestando atencao. Aos poucos eles foram se aproximando e eu esperei pra ver como seria a abordagem deles (se eh que aconteceria).
Nao demorou muito e a garota perguntou de que pais eram as musicas que eu tocava. Conversamos por cerca de 1 hora. Os dois conheciam e gostavam de muitas coisas a respeito do Brasil apesar de nunca terem ido la. Basicamente o garoto gosta de futebol e ela da musica. Comecaram pedindo Jobim, logico. E depois de tocar bastante eu terminei com Aquarela do Brasil (eu sabia que essa seria de alguma utilidade algum dia).
Depois que voltei para o dormitorio eh que foi a festa. Os mexicanos pegaram o violao e ficaram tocando uma porrada de musica brega mexicana. Caramba!!! Eram muitas... os japas passavam e estranhavam enquanto eu rolava de rir. Tocaram ate versao mexicana de Roberto Carlos.
O cara de Fiji gosta de Reggae e Rock. Entao tocamos tambem. La pelas tantas quem me aparece no meio da galera ??? quem ? quem ?
"Dale a tu cuerpo alegria, Macarena.... Hey Macarena !"

E o feriado acabou assim... regado a musica para todos os gostos.


# prestei queixa às 4:41 PM
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Tuesday, April 27, 2004

Ontem eu sonhei que estava em Moscou...



Na semana passada houve uma apresentacao dos projetos que sao desenvolvidos aqui no laboratorio para um grupo de Russos. Eu ja sabia que as pesquisas desenvolvidas aqui contava com a ajuda e com o interesse de algumas empresas, mas o que eu nao sabia era da magnitude delas. No meio da apresentacao o professor disse que a Fujitsu eh a maior parceira do laboratorio. Depois disse que a IBM ja utiliza a base de dados coletada aqui e tem forte interesse em adiquirir o engine de reconhecimento desenvolvido nesses 15 anos de pesquisa. Pra fechar ainda falou das varias empresas japonesas de menor porte que tem testado o engine em seus prototipos.
Apesar do professor falar bem o ingles os russos tinham uma interprete com eles repassando a apresentacao. Enquanto ele falava, um de seus alunos de pos-doc utilizava o whiteboard eletronico demonstrando uma pancada de aplicacoes de reconhecimento de escrita. Dentre elas tinha uma especie de joguinho para criancas que estao aprendendo Kanji. " Sera que eh soh pra crianca mesmo ? " - pensei. Enquanto isso o povo da Russia babava e eu tambem, claro.
Legal saber disso tudo... sao oportunidades boas. Sei que o ultimo pesquisador que conseguiu o doutorado aqui foi capturado por uma empresa dessas. Hoje mesmo veio um engravatado da Fujitsu aqui no laboratorio e ficou rondando pra la e pra ca com seu laptop. Fui apresentado a ele pelo meu professor mas nao rolou uma comunicacao muito alem do "Prazer em conhece-lo". Mas um dia eu chego la.


# prestei queixa às 7:31 PM
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Monday, April 26, 2004

Celular : parte II



Continuando a saga... fui a prefeitura e disse que queria comprar um celular mas estava tendo problemas por causa do ET CARD mencionado no ultimo post. Rapidamente me entregaram um documento que segundo eles resolveria todos os meus problemas. "SERIO???? Numbrinnca ?!". Entao voltei a cena do crime munido de tal papel e pronto pra sair de la com o lazarento do celular. Ah, se inocencia matasse...
Quando entrei na loja o sujeito do balcao nem acreditou. Fui logo balbuciando umas frases decoradas e pegando minha carteira pra mostrar os documentos que com certeza ele iria pedir. A primeira reacao dele quando viu o papel expedido pela prefeitura foi de espanto. A segunda foi de ignorancia mesmo. Ele claramente nao sabia o que fazer e foi me dizendo que nao dava pra vender. Como eu nao sabia argumentar, eu usei o meu Personal Japa-Translator Plus Plus Made in Spain chamado Narcis que resolveu me acompanhar nesse segundo episodio. Ele explicou que esse documento era temporario porem equivalente ao Gaijin Card e que, na verdade, era o que estava escrito. E o que que o vendedor fez ? Ligou pro superior dele, obvio. Depois de uns minutos de conversa o vendedor pediu para esperarmos pois o cara pra quem ele ligou tb nao sabia se podia aceitar e ia procurar saber com outra pessoa (provavelmente o superior dele).
Apos algum tempo fomos informados que finalmente podiamos comprar (nossa, mas quanta gentileza sua, seu moco). E agora eh que vem a melhor parte. O telefone que escolhi no mostruario estava em falta. Ah, naaaaaaao !!!
Bom... nem tudo foi em vao. Ele disse que no dia seguinte receberia novos aparelhos e que eu podia ir adiantando a papelada se eu realmente fosse comprar ali. E foi o que fiz.

Entao, agora tenho celular ! 090-6168-1867

E ja que agora posso tirar umas fotos com ele estou reinaugurando o meu fotolog.



# prestei queixa às 4:04 PM
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Wednesday, April 21, 2004

Celular : Parte I


Ontem eu recebi a minha carteira de estudante e aproveitei pra tentar comprar um celular. Imaginem a cena : 3 japoneses que nao entendem ingles e um brasileiro comedia cujo o ingles eh ruim e o japones pior ainda. Mas eu sempre insisto em fazer as coisas sozinho. As vezes da certo, as vezes nao. Era soh escolher o modelo, apresentar os documentos e pagar. Mas os japa encrencaram comigo porque eu nao tinha o Alien Card ainda. Eu mostrei o documento temporario que tenho pensando que seria aceito imediatamente. Que nada. Eles fizeram um especie de "rodinha", ficaram conversando entre si e me parecia algo assim : "E agora ? O que a gente faz com esse cara ? A gente aceita ou recusa ?". O cunverse terminou apos um 5 minutos com o resultado que eu ja estava esperando: "Voce tem que esperar ate a semana que vem quando recebera o seu Alien ID Card(*) e voltar aqui depois disso". Demorei uns 10 minutos pra decodificar entender a frase e voltei pra casa meio p* da vida. Eu sabia que o maldito ID Card nao era necessario, mas como falar isso ! Pensei em pedir pra falar com o superior mas eu nao sei falar !!!!
Deixa pra la, vou em outra loja amanha.

(*) - Nao, isso nao eh piada! Os estrangeiros legais no pais tem que ter uma identificacao que eles chamam de Alien Card. Comeco a me sentir dessa forma : ET!

Aniversario da Magrela



Hoje eh aniversario da Magrelinha. Vou aproveitar pra deixar registrado os meus votos de felicidade, saude, paz e sucesso. Meus parabens, magrelita !


# prestei queixa às 5:16 PM
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Monday, April 19, 2004

Churrasco


Ontem foi sinistro. La pelas 9:00 da manha eu liguei pro Naoto pra saber se ia rolar o churrasco ou nao. Ele disse que achava que sim. Suficiente pra eu comprar a cerveja e rumar pra Shinagawa.
Tive que esperar o supermercado abrir e entao fui ate la com minha bike. Eu ja tinha comparado os precos e sabia que este lugar vendia mais barato. Mas quando cheguei na prateleira das cervas e olhei pro lado levei um baita susto. Vi o preco do whisky aqui. Olhei pra cerveja, olhei pro whisky, olhei pra cerveja de novo e ainda assim era dificil de acreditar.

  • Caixa com 24 latas de cerveja por aproximadamente 40 dolares.
  • Johnnie Black Label por aproximadamente 17 dolares.

Fala muito serio! Soh aqui no Japao mesmo.
Comprei a cerva e fui pra casa do Naoto. Pequeno detalhe : Na pressa peguei o trem pro lado errado.
Cheguei na casa dele e logo logo o Atsushi e a Cecilia chegaram tambem. Esperamos pelo Fabio que trazia a carne e assim que ele chegou fomos pra "debaixo da ponte" montar a churrasqueira e comecar a beber.
Depois de um tempo chegaram o Stenio e o Anderson. Este ultimo por sinal nos matou de rir quando disse que trouxe 5 kg de arroz pro churrasco. Rimos no inicio mas quando a fome bateu de verdade aquilo foi a salvacao da galera. O Stenio levou algumas musicas bregas dentre as quais posso destacar "Morango do Nordeste" do "Laercio e seus teclados".
Depois que acabamos o churrasco voltamos pra casa do Naoto e continuamos a bebedeira. La pelas tantas o Atsushi que nao parava de telefonar me chamou la fora. Voce acredita que o sujeito me pos pra falar com o pai dele? Eu estava completamente bebado, sem conseguir falar/pensar direito e o pai dele perguntando o que eu estava achando do Japao, se tudo estava bem, me desejando boa sorte e tal... Caramba !!!! isso eh sacanagem, Atsushi.
Nem sei que horas voltei pra casa ontem. So sei que hoje eu acordei com um ressaca daquelas. "Nao entendo", pensei. "Eu trouxe tanto Engov la do Brasil". Eh... talvez eles nao facam efeito se ficarem guardados na gaveta !!!!


# prestei queixa às 6:16 PM
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O sabado foi fraco. Fez calor e tempo bom mas nao procurei a piscina e nem comprei meu celular.
No meio da tarde resolvi sair com alguns caboclos da International House. Fomos a Shibuya sem nenhum objetivo em mente. Andamos, vimos algumas lojas interessantes e no final acabamos tomando cerveja e comendo uma especie de sanduba de carne muito bom!
Quando estavamos indo embora encontramos um grupo jogando capoeira. Soh tinha sarobeiro... Parei pra ver e depois que eles acabaram eu conversei com quem comandava a roda. Ele eh um japones doidao que morou um tempo na Bahia. Quando eu disse que era de Vitoria ele perguntou : "Espirito Santo?". Fiquei impressionado pois geralmente nem os brasileiros sabem disso. Quando um capixaba diz que eh de Vitoria costuma ouvir : "Vitoria da Conquista, ne ?". Doi mas eh a verdade.
O outros "capoeiras" eram japas tb e nao falavam nada de portugues a nao ser a decoreba basica das musicas.

Fomos embora logo apos isso.


# prestei queixa às 5:55 PM
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Friday, April 16, 2004

Eu adoro minha Caloi (ou seria Ceci ?)



Hoje resolvi desbravar essa cidadela de uma vez por todas. Peguei minha bike e sai por aih sem destino certo. Afinal o que eu encontrasse seria lucro (na verdade prejuizo) pois eu precisava comprar muitas coisas ainda. Queria de um violao - com certa urgencia - alem de utensilios de cozinha, sabao e amaciante, alguma coisa para preencher a geladeira vazia, uma pasta para a papelada que vou juntando, etc...
Ja estava contornando parte da cidade quando avistei um cartaz que me pareceu familiar : Megalos Academia. "Ah-ha, achei voce", pensei. Ja explico. Meses antes de vir pro Japao eu procurei na net por uma academia onde eu pudesse malhar. Encontrei essa tal de Megalos que ficava a duas quadras da Universidade. Obviamente, com esse monte de novidade, correria, aula e demais pepinosas eu esqueci por completo dessa tal. Mas ja que "achei", vamos la. Segui o pequeno mapa indicado no cartaz - nao sei se ja mencionei mas japones adora mapa - e cheguei ate ela. Entrei, nao sabia o que dizer, e a recepcionista logo notou pela minha cara que o perdido aqui soh queria um pouco de informacao. Ela gentilmente me entregou um panfleto muito esclarecedor por sinal, disse um monte de coisa embolada e eu, como bom ze mane que nao entendeu p## nenhuma, agradeci sorridente e sai. Nenhum alarme tocou. Ninguem veio correndo atras de mim. Ufa, fiz tudo certo!

Depois da academia voltei pro caminho anterior e acabei encontrando uma loja de instrumentos. Que decepcao! Guitarras e violoes mais caros que o valor da minha bolsa. Caih fora rapidinho.
Continuei e avistei uma uma loja Clone do McDonalds. Estava com fome e resolvi experimentar. Valeu a longa jornada. Nao pela comida que era ruim como todo fast-food mas pelas risadas que dei com a balconista logo de cara me metralhando um texto em japones decorado, que a coitada deve ter repetido a semana toda. "Opa, ela subiu a entonacao! Eh uma pergunta". Resposta : "Ahn?". E vem ela com o texto todo de novo... nao aguentei, comecei a rir e nao parei mais. Ela perguntou de novo e eu ,rapido como uma flecha e esperto como o arco, apontei para o numero 3. Ainda rindo, sai com o sanduba e continuei o caminho de volta ao campus.
Depois de devorar o McClones fui ao laboratorio para encher o saco do japa que fica la direto. Eu chego com zilhoes de perguntas e o cara tem se virado pra responder. Ele eh gente boa pra caramba, ja me ajudou em muita coisa. Pra retribuir eu tambem fui gente boa. Dessa vez soh levei uma correspondencia que recebi da JAL, o panfleto da academia e uma carta do laboratorio pra ele tentar traduzir pra mim. Foi facil...

Amanha, se fizer dia bom, vou procurar pela piscina que fica em Fuchu. Vou bike, claro. E agora vai ser moleza ja que sou expert nas ruas dessa cidade.




# prestei queixa às 11:00 PM
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O primeiro perdido


Na quarta-feira a tarde, eu estava tranquilo no laboratorio quando lembrei que nao sabia onde seria a festa e nem como chegar la (obvio). Entao resolvi perguntar ao Peter (estudande Tcheco) se ele tambem iria. Ele disse que nao pois tinha uma outra festa em Shibuya. Insisti um pouco e acabei convencendo : "Tudo bem!! Mas soh posso ficar 30 minutos". Era o suficiente.

Estava chovendo fraco. Ele pegou a bike dele, eu a minha e rumamos para Fuchu.
O filho da mae nao me esperava nao. Saiu feito um raio por aqueles guetos e eu me matando pra conseguir acompanhar. Naqueles 20 minutos pedalando, passamos por centenas de cruzamentos, dobramos milhares de esquinas e quando finalmente chegamos ao campus o sujeito para e diz, na maior cara-de-pau : "Vc decorou o caminho de volta, ne ?". "CLARO Q NAO, SEU PREGO !" seria a resposta mais adequada, porem minha educacao nao me permitiu isso no momento eu eu disse que achava que sabia voltar sozinho.
Quanto a festa....bem, deixemos claro que foi uma festa sem bebidas pra gente grande entao foi... errrr... legal.
Foi bom pra conhecer os outros estrangeiros que moram em Fuchu e conhecer uns japas tb... alias, por falar em japa, uma pergunta constante desde que cheguei aqui : "BRASIL ? Vc joga futebol ?". Ja cansei de responder que nao, que sou o pior, etc... Mas como essa pergunta se repete sempre, da proxima vez direi que fui treinador pessoal do Romario na copa de 94 e do Roberto Carlos na de 98, soh pra ver no que da !!!

Como a chuva piorou e ja estava bem tarde (que fique claro que foi soh por causa disso), resolvi voltar de trem com os meus vizinhos de Koganei e deixei pra pegar a bike no dia seguinte. Primeiro precisavamos pegar um onibus e depois o trem. Eu estava convicto que seria moleza voltar no dia seguinte. Pobre garoto ingenuo...

Na quinta, apos a aula de japones, resolvi voltar ao campus de Fuchu para buscar a magrela. E pela primeira vez fiquei totalmente perdido. Peguei o trem normalmente. Desci na estacao correta. Peguei o onibus certo. O onibus parou e todo mundo desceu. Parada final. "Epa!!! Acho que eu nao desci onde devia!". Desci do onibus e percebi que nao reconhecia nada em volta (CLARO). "Puxa vida! Mas era soh descer depois da pizzaria". Pois era. O problema eh que eu nao vi pizzaria nenhuma no caminho e por isso acabei na parada final do onibus. Ja que estava perdido mesmo resolvi andar um pouco e conhecer o lugar. Andei um pedacco e ja estava ficando cansado quando encontrei um ponto de onibus similar ao que eu tinha tomado. Perguntei a uma senhora se ele iria pra estacao e ela confirmou. "Beleza, eh nesse que eu volto."
Subi no onibus, colei a cara na janela e depois de uns 10 minutos eu pulei da cadeira instantaneamente : "A PIZZARIA". Desci e estava no campus. Peguei a bike e fui me guiando pelas placas de transitos. Obvio que eu peguei o pior caminho pois levei uns 45 minutos. Devo ter contornado a cidade, isso sim. Mas nao importa. O que importa eh que me perdi, me achei, e a bike esta comigo de novo. :)


# prestei queixa às 4:20 PM
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Wednesday, April 14, 2004

Inicio das aulas



Sou o pior!!!! Essa eh impressao que tenho. Nao eh exatamente a verdade mas foi como me senti. Primeiro tivemos a prova de nivelamento que comecou com compreensao oral (listening). Eram duas partes. Primeira parte : moleza. Segunda parte : Jedi++. Eu, como nao estava de nenhum lado da forca, nao consegui responder nada a nao ser "hai" nas questoes.
Depois veio a parte de gramatica. "Legal", pensei. Se o sujeito achasse que estava muito dificil, ele poderia desistir dessa prova e pegar uma mais facil. Quando comecou eu pensei : "Eu sou macho, porra! Desistir eh o car####". Fui macho so ate as duas primeiras paginas que por sinal ja estavam dificeis pra caramba. Quando vi o tempo que restava e as outras 13 paginas nao tive duvida : "Fessora, acho melhor eu fazer a outra.". A outra prova era pra criancinha ainda babante. Acho que fechei.
Os bonitoes que nao trocaram de prova acabaram na minha turma (ou eu na deles) do mesmo jeito.
Apenas 4 pessoas foram para a turma avancada. Eu fiquei na Intermediaria como previa mas esse resultado nao eh definitivo e dependendo do "andar da carruagem" podemos ser remanejados.
Na primeira aula foi so bate-papo. A professora perguntava e a galera respondia. Depois cada um fazia perguntas pra um outro doidao qualquer. Nesse momento deu pra perceber que eu e o Virgilio (leia-se Irrrrilio) eramos os mais fraquinhos, com frases curtas e semelhantes, sem formacao complexa ou continuidade. Mas quando ela perguntou quanto tempo cada um estava no Japao, somente os dois latinos reponderam "desde a semana passada". Tem neguinho la com quase 2 anos de casa!!!Po, tranquilizei depois dessa. Se eu ficar no Japao por 2 anos e soh conseguir falar aquele japones arrastado do resto da mocada eu cometo harakiri sem nem pensar 2 vezes.

Acho que a noite nos teremos uma festa la no outro campus(Fuchu). Eh uma especie de festa de boas vindas pra calourada internacional. Ainda nao sei se vou pois tenho que arrumar (arrumar mais) o meu quarto. Eu sei que parece piada mas alem disso eu nao sei exatamente o caminho. Deixar de ir na festa para arrumar o quarto eh besteira mesmo. Eu sei que essa eh uma daquelas tarefas que nunca vou conseguir riscar da minha agenda pois tenho anos de experiencia em "tenho que arrumar o quarto".

Hoje eu registrei minha bike. Se eu for na festa, vou com meu veiculo totalmente novo e "emplacado" !!!! :))

detalhe off-topic interessante : o nome da bolsista chilena eh Macarena. Pergunta se eu zoei ! Se ela for na festa entao... "eeeEEE Macarena !!!". :))


# prestei queixa às 3:02 PM
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Tuesday, April 13, 2004
Hoje fui a cerimonia de abertura do curso de japones. Foi um pouco formal mas foi legal. Conheci todos os outros estrangeiros novatos que estao aqui pelo monbusho.

Vamos a lista dos paises: Malasia, China, Vietna, Tailandia, Taiwan, Mexico, Afeganistao, Espanha, Chile, Fiji, Quenia e Brasil (a-ha, u-hu).
Os mais animados ate agora sao os mexicanos (Francisco e Virgilio) e o sujeito da ilha Fiji (Visoni). O cara do afeganistao e o queniano parecem ser legais tambem.
Depois da cerimonia nos fomos ate o banco para abrir nossas contas. Tudo tranquilo. Abri a conta com 1000 ienes (menos de 10 dolares) e recebi meu hanko que eh um carimbo que os japoneses usam no lugar da assinatura que nos usamos no Brasil.

Ontem eu comprei minha bicicleta. Minha nossa, que bicicleta ! Com cestinha, farol, buzina "trim-trim", paralamas, enfim... tudo que a japonesada considera obrigatorio por aqui.
Comprei mas ainda nao posso andar. Tenho que registra-la primeiro. Amanha devo fazer isso.
Alem do evento "bicicleta" ainda tivemos o evento "orientacao". Minha futura professora de japones, Tasaki sensei, nos levou ate o International Center e deu uma orientacao geral de como viver, o que fazer, o que nao fazer, etc... Entre uma coisa e outra ela repetia a frase " But please, don't be late". Disse que a pontualidade eh muito importante na cultura japonesa. Eh claro que eu ja sabia disso mas nao com essa intensidade. Mudava de assunto e de repente : "PLEASE, don't be late". Que coisa. Fui pra casa com o "Don't be late" na cabeca, de tanto que ela repetiu. Eh por isso que em qualquer lugar que vc va aqui no Japao existem japoneses correndo. Correndo pra pegar o trem, pra atravessar a rua, pra chegar primeiro na escada rolante, pra sair do shopping, pra tudo... eitcha pessoal mais apressado.

Amanha minhas aulas de Japones comecam. Terei aula de 8:45 as 14:30. Sera que eh preciso dizer o que Tasaki sensei disse quando ela explicou isso ?

Entao vamos la. No horario, hein!?



# prestei queixa às 3:54 PM
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Monday, April 12, 2004

Domingao ae!



Ontem, domingo, resolvi ir sozinho ate Shibuya para encontrar os demais brazucas bolsistas que moram em Tokyo e aproveitar para tentar achar uma casa de cambio que trocasse meus Travelers Cheque.
O pessoal ia almocar no Barbacoa. Comer churrasco, basicamente. Consegui chegar la atrasado, depois de um pouco de esforco e pouco de auxilio dos japoneses que eu via pela frente. Pedi informacao 9 vezes mas cheguei. heheheh...
Depois do almoco no fomos ao parque Yoyogi onde ficamos esperando pelos outros que nao tinham ido ao churrasco.

Entao, ontem eu acabei conhecendo boa parte dos bolsistas brasileiros que moram em Tokyo. E um dos meus medos acabou desaparecendo. Eh que eu cheguei a pensar que encontraria um bando de CDFs guenzos pra KCT, que nao saem do quarto, nao gostam de sol, e nas horas vagas pegam um livro de 15 cm de espessura pra ler (ah, e o pior, se acham o maximo por isso). Mas nao foi nada disso. O pessoal eh gente finissima, gosta de sair quando tem folga e alguns gostam de gastar dinheiro com a mesma porcaria que eu : cerveja.

Fui com eles a um bar chamado HUB e acabamos ficando la ate a hora de irmos embora. Foi 10.


# prestei queixa às 9:21 PM
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O weekend chegou...



Chegou o dia. Sabado. O dia de jantar na casa do professor. Eu estava um pouco ansioso pois ja ouvi tantas estorias sobre o relacionamento de professores japoneses com seus alunos que estava esperando por algo ruim. E pra piorar ainda tinha o fato de que o presente que eu queria entregar pra ele estava com a embalagem toda amassada devido a viagem. De manha eu pensei : Vou arrumar uma loja para embrulhar isso decentemente ate a tarde. Vc acha que eu lembrei ? Claro que nao. Faltando 30 minutos para o professor nos buscar (Eu e o Narcis, da Espanha) eu vi o presente todo amarratado. Nao tive escolha. Foi ele mesmo.

Esperamos pelo professor no Laboratorio, conforme eu achava que tinha sido marcado. No entanto, como o professor estava demorando, o Narcis me perguntou se eu tinha certeza que era la mesmo ou se ele nos esperaria na International House. Ate entao eu tinha certeza que era no Lab, mas depois disso eu fiquei me perguntando "E agora ? e se ele estiver esperando a gente em outro lugar ? Ferrou!!!". O Narcis foi a IH para ver se encontrava ele por la enquanto eu esperei no Lab.
Felizmente era o que eu pensava, ele marcou no lab e se atrasou. Ele disse que estava dormindo pois teve febre desde de manha.

Entramos no carro e seguimos para Fuchu, onde ele mora. No caminho aconteceu a primeira coisa que me impressionou. O professor disse : "Eu estou pegando um caminho nao usual, mais longo, apenas para mostrar pra vcs os pontos interessantes da cidade. Vejam, por aqui temos uma serie de lojas cujos precos sao muito bons. Vcs podem encontrar de tudo por aqui. Ali eh o Teatro da cidade e pouco depois tem a piscina onde as pessoas vao nos finais de semanas. Eh muito bom e tal... vcs vao gostar bastante daqui. Nessa epoca do ano temos o costume de apreciar as cerejeiras em flor. Pena que vcs chegaram quando as petalas ja estao caindo, mas no proximo ano nos ". E continuou nesse tipo de narrativa ate chegar em sua casa. Eu ja estava boquiaberto com tamanha atencao dedicada aos dois manes. Mas a noite estava apenas comecando.

Chegando em sua casa fomos recepcionados por sua esposa e suas duas filhas. O Peter, da Republica Tcheca, tambem estava la. Entregamos os presentes e ja fui logo me desculpando pelo embrulho mas ele cortou rapidamente. Disse que eu nao me preocupasse com isso, que estava tudo bem.
Sentamos enquanto as meninas e sua esposa preparavam a mesa. Eu estava preocupado, com medo de cometer algum erro grave. Ele perguntou o que bebiamos e eu prontamente repondi "agua", mentindo pra caramba. Ele pediu agua pra mim e pro Narcis e vinho branco para ele e Peter. Claro que todos nos bebemos o vinho depois que ele abriu.
Comecamos a comer e o papo foi rolando... A esposa dele e a filha mais velha, de uns 15 anos, falam ingles e tambem participavam de tudo. Todos muito sorridentes, descontraidos e educadissimos. Como eh costume aqui no Japao eles pediram que cada um de nos fizesse o Jikoshokai (apresentacao), incluindo suas filhas. Nos apresentamos, e continuamos a conversar. Fomos ficando menos tensos e com aproximadamente 30 minutos eu ja estava me sentindo em casa. Serio mesmo!!! Parecia que eu estava na sala da casa da minha avo, cercado pelos meus tios e primos, rindo e conversando. O vinho acabou e ele pediu champagne. E a comida estava deliciosa.

Falamos sobre varias coisas e algumas me entusiasmaram bastante. Ele falava diretamente sobre como ele gosta de viajar. Disse que daqui a 2 anos vai haver um encontro mundial de reconhecimento de escrita no Brasil. Disse que eh facil uma Universidade se tornar universidade Irma da TUAT. Disse que devemos nos empenhar no nosso estudo de japones. E o mais impressionante foi quando tocamos no assunto da bolsa. Ele disse que a epoca que ele morou em Londres foi uma das melhores da vida dele. Ele se divertiu muito e completou: Vcs devem aproveitar o fato dessa bolsa ter um valor alto para conhecer muito o Japao, se divertir bastante mas sem nunca perder o foco e esquecer o porque vcs estao aqui. As duas coisas sao importantes, portanto "Study hard and enjoy hard" foram as palavras dele.

A esposa dele eh fa do Ayrton Senna e quase chorou quando tocamos no nome dele. Impressionante.
O professor eh fa de pescaria. Ele pegou um livro na estante, escrito por um pescador japones que narra
as pescarias que ele fez fora do Japao. Existe uma parte sobre a pesca do Dourado, quando ele estava no Brasil. O Sensei disse que gostaria de ir ao Brasil soh pra pescar esse peixe.

Serviram a sobremesa. Uma especie de bolo com creme. Gostoso. Os doces no japao nao sao tao doces entao pra mim esta otimo.
Tambem foi servido cha para os outros e cafe para mim. Nesse momento a esposa do sensei se desculpou por nao estar me servindo cafe brasileiro. Acredita nisso ?

Bom, la pelas tantas, quase na hora de ir pra casa o sensei disse que a esposa dele nos levaria de volta pois ele bebeu e nao podia dirigir. Ela nos chamou sem que ele percebesse e disse que nas proximas vezes que viessemos a casa deles nao era preciso trazer presentes. "Isso nao eh necessario" foram as palavras dela. Fiquei supreso de novo, pois nao foi uma frase por educacao, ela foi enfatica como quem dissesse " eu sei que isso eh um costume japones, mas vcs nao precisam fazer". Eh claro que depois dessa noite em que tudo foi 100% perfeito, eu faco questao de levar presente. E olha que isso nao eh o meu estilo.

Pra fechar a noite, nos entregaram um pedaco de papel com o telefone da casa deles e o email pessoal dela. E ela disse "Caso vcs fiquem doentes, febris, com dor de garganta ou algo assim, liguem aqui pra casa. Vai cair na secretaria mas nao tem problema pois ela fica ligada direto mesmo quando estamos em casa.". Nesse momento eu quase cai duro. Sera que esse povo eh japones mesmo ? Sera que parte da minha familia veio pro japao sem me contar, se disfarcou de japones, e esta me fazendo cair numa pegadinha ? Nao sei. Soh sei que voltei pro alojamento com a impressao que sou uma das pessoas mais sortudas que conheco. Pelo menos ate agora...



# prestei queixa às 8:11 PM
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Friday, April 09, 2004
Opa, cheguei no Japao quarta-feira. Nao pude escrever ate agora pois soh tenho acesso no laboratorio e estou tendo varias tarefas.
Desnecessario dizer que achei isso aqui uma doideira geral. Doideira porque ao mesmo tempo que tudo eh muito louco, tudo eh muito organizado. E apesar do corre-corre tumultuado dos japas paira uma estranha calma no ar. Pessoas, bicicletas, carros e motos literalmente cruzam-se em ruelas apertadas e um desvia ou espera pelo outro independente do "tamanho". E sem usar a buzina ou falar nada nem sequer uma vez. Educacao e Respeito sao as duas palavras que veem a cabeca na hora que vejo isso.

Vou aproveitar e citar alguns acontecimentos memoraveis desde que cheguei:
Ainda no aeroporto, todos os bolsistas foram avisados pelo pessoal da AIEJ que as bagagens nao haviam chegado e eles estavam tentando localiza-las.
Esperamos 3 horas no aeroporto e recebemos a noticia que elas estavam perdidas em algum lugar do Canada. LEGAL !
Cada bolsista pegou seu rumo com a promessa de que iam encontrar nossas malas e enviar para o nosso endereco nas respectivas universidades.
Peguei o taxi e o bendito japa-taxi-driver se perdeu ... cara, se o taxista que eh taxista e tem cara de japa desde que nasceu se perdeu em tokyo entao eu to f... digo, eh melhor eu ter cuidado.
Levamos cerca 3h do aeroporto ate meu destino. Segundo o meu professor o trajeto pode ser feito em pouco mais de 1h30min. Bom, pelo menos nao fui eu que paguei por isso.
No caminho, depois de muuuito tempo de silencio, resolvi tentar um dialogo com o ate entao japones-sabe-tudo-de-tokyo. Depois do meu "sumimasen" o danado do japa nao parou de falar um segundo. Eu disse que era brasileiro... putz, ferrou tudo!!! "Conversamos" sobre futebol, Ayrton Senna, sumo, sakura, mestrado, cafe, clima... Nao entendi nem 2% do que ele falou. Mas nao deixei a peteca cair. Eu tocava num assunto e depois ficava soh no "hai, hai. So desu".

Enfim chegamos ao laboratorio e o professor veio me receber. Me desculpei bastante pelo atraso e expliquei os incidentes pra ele. O cara eh tranquilaco demais!!! Disse que nao era minha culpa e que eu devia ir para o alojamento para descansar. Antes disso ele confirmou o convite para jantar na casa dele nesse sabado e ainda perguntou o que eu gosto de comer para que a esposa dele pudesse comprar tudo com antecedencia. Eu disse para nao se preocupar com isso e que eu comeria o que ela quisesse preparar pois estava aqui para experimentar mesmo. E nao eh que o cara disse que eu nao preciso comer o que eu nao gosto. To achando que esse professor nao eh japones. Ta muito gente boa. Acho que ele vai pedir o meu rim direito no jantar. hehehhehe

No dia seguinte eu conheci minha professora de japones e duas garotas que iriam ajudar os novatos a fazer o registro para estrangeiros e o seguro nacional de saude. Enquanto conversavamos um caminhao da JAL chegou e eu fiquei feliz a pensar : "minhas malas!!!! minhas roupas!!!!". Doce ilusao! Apenas uma das malas havia sido localizada ate entao e, por azar meu, nao era a mala de roupas. Era a de presentes e badulaques brasileiros. Bom, pelo menos eu tenho cafe e chocolate.

Sai para fazer os registros e na volta eu resolvi abrir a mala para arrumar os presentes. Encontrei tudo lambrecado de um shampoo cuja embalagem havia estourado. Que beleza!!! Os presentes menores e alguns livros de fotos ficaram em estado lastimavel. Mas tudo bem... joguei tudo dentro da pia e lavei :). O que nao estragar eu dou de presente.

A noite eu liguei para a JAL e a atendente disse que a outra mala seria entregue no dia seguinte, entre 9:00 e 12:00 da manha.
Acordei cedo e pensei, vou esperar pela mala e depois vou ao banco trocar meus Tr. cheque. A mala chegou exatamente as 12:00. Sacanagem!!! Arrumei o que pude e fui almocar.
Depois do almoco resolvi sair da universidade sozinho a procura de um banco que pudesse fazer a troca. Pedi informacao a 3 japas que estavam indo pra facul e os caras comecaram a me explicar em japones. Ate certo ponto eu entendi mas depois foi ficando complicado. Mudamos para o ingles mas eles nao sabiam explicar ao certo dali onde estavam. Eles disseram que era um pouco longe para ir a pe e eu disse que iria assim mesmo e que estava receoso de me perder pelo caminho. Advinha !? Os 3 mudaram a direcao que estavam indo e disseram que iriam andando ate la comigo! Caramba... que pessoal mais prestativo! Agradeci e disse que nao precisava. Pedi apenas que rabiscassem um mapa (ah, japones adora mapa) e que eu pergutaria mais informacoes pelo caminho.

Nao era tao longe assim. Esses caras sao preguicosos quando o assunto eh andar a pe. Em menos de 20 minutos eu estava la e acabei sabendo que nao poderia fazer a troca ali. Me indicaram um banco em shinjuku mas ja estava perto das 15:00, horario de fechamento aqui no japao.

Por enquanto eh isso... vou deixar pra segunda-feira. Que venha o weekend!!!





# prestei queixa às 3:49 PM
hhhhmmmmm
 
Friday, April 02, 2004
Faltam 4 dias e ainda tenho que comprar remédios, arrumar a mala, me despedir de algumas pessoas, comprar dólares ou ienes (?)....


# prestei queixa às 2:53 AM
hhhhmmmmm